
DUO PRISMAS
Pesquisa, reinvenção e expressão
Formado pela cantora Joana Mariz e pelo pianista, compositor e arranjador Marcos Pantaleoni, o Duo Prismas atua desde 2013 na cena musical paulistana, desenvolvendo um trabalho autoral e interpretativo marcado pelo trânsito livre entre estilos, pela pesquisa estética e pelo diálogo entre música, palavra e cena. O duo construiu ao longo de sua trajetória projetos apresentados em importantes espaços culturais, como o Sesc Vila Mariana, a Galeria Olido, o Teatro Brincante e centros culturais independentes, além de ter realizado turnê na França com o projeto Un Regard Brésilien.
A produção artística do Prismas articula referências da música brasileira, da canção de câmara, da música contemporânea e experimental, criando espetáculos que encadeiam repertórios diversos em uma dramaturgia musical coesa e sensível. Entre seus projetos estão Origem e Invenção (2014), Mistérios de Gaia (2017), À Procura de uma Substância (2018–2019) e, mais recentemente, o projeto autoral Os Convites da Rua, estreado em 2024 no Teatro Maria Dudé, em São Paulo.

JOANA MARIZ
Joana Mariz é Especialista em Fonoaudiologia- Voz pela PUC/SP, Doutora em Performance Vocal pela Unesp, Professora de Canto Erudito e Popular e Criadora da primeira Pós-Graduação brasileira em Pedagogia Vocal, na Faculdade Santa Marcelina. Foi professora de canto e arte lírica e preparadora vocal do coro da ECA-USP de 2023 a 2024, preparadora vocal do grupo vocal Canto ma non Presto e de importantes eventos corais, como o FESCC 12, além de preparadora vocal convidada do Coro da OSESP. Atua também no teatro, destacando-se sua atuação na preparação dos espectáculos “Avenida Paulista - da Consolação ao Paraíso” e “Orkhéstra Phántasma”, de Felipe Hirsch, e a temporada paulista de “Sonho de uma noite de verão”, com a trupe Ave Lola, em 2026.
Realizou intensivo de fisiologia e acústica da voz cantada na Suécia, sob coordenação de Johan Sundberg e integrou a primeira turma de Aperfeiçoamento em trabalho em equipe (FIV), no Centro de Estudos da Voz, onde hoje atua como parte do corpo docente. Foi professora assistente, tradutora e co-produtora da edição brasileira do método Somatic Voicework™️, de Jeanie LoVetri, e é certificada no Método Bertazzo de reeducação do movimento, além de membro do grupo de pesquisas e ações em voz Vocal-SP. É professora convidada de uma série de cursos de pós-graduação com ênfase em pedagogia e performance da voz cantada, como os do Cefac e Academia Cultura, entre outros. Desde 2021 dirige o projeto Vozerio, dedicado à difusão, formação e reflexão no meio da voz cantada e do ensino de canto.
Vem desenvolvendo seu trabalho de pesquisa vocal e artística no Duo Prismas, em parceria com o pianista e compositor Marcos Pantaleoni.
Tem ampla atuação na formação de cantores e cantoras no meio erudito, popular brasileiro e de teatro musical e música pop, sendo o trânsito entre estilos vocais diferentes, por meio da pedagogia vocal informada por evidências científicas, uma de suas especialidades.
Seus alunos de canto vêm encontrando amplo reconhecimento, sendo escalados para atuar como solistas em obras de concerto e em papéis operísticos de destaque, obtendo premiações e bolsas, dentro e fora do Brasil, no campo do canto erudito; sendo aprovados em seleções de elenco, na área do teatro musical; e recebendo retorno positivo de público e crítica e desenvolvendo carreira solo no meio do canto popular brasileiro.

MARCOS PANTALEONI
Marcos Pantaleoni é pianista, arranjador, compositor, maestro, professor de música e produtor musical. Formado em piano pela Escola Municipal de Música de São Paulo, bacharel em composição e regência no Instituto de Artes da Unesp e licenciado em educação musical pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, atualmente dedica-se à composição (projetos artísticos próprios, encomendas e trilha sonora) e à docência de piano e criação musical. É pianista premiado em concursos nacionais e internacionais, e realizou apresentações em diversas casas e centros de cultura no Brasil e no exterior. Como pianista, sua atuação se destaca também pela versatilidade, atuando na música erudita, popular, experimental e na improvisação livre. Como compositor, destaca-se pelo ecletismo musical, com influências da música erudita, popular e tradicional, e pela versatilidade em gêneros musicais (arranjando e compondo para diversos instrumentos e formações, como banda de rock, jazz e de música popular em geral, conjuntos de câmara, banda sinfônica, orquestra, grupo vocal e coral, música eletroacústica, trilhas sonoras, e música para instalações imersivas).
Teve suas obras tocadas no Brasil, na Espanha, na Suécia e na Bélgica, e gravadas pelo selo PANaroma (Brasil) e Slovart Music (Eslováquia). Criou trilhas sonoras para instalações imersivas como “Caverna” (apresentada no Festival de Música Estranha), em parceria com o artista visual Gabriel Neves, “Moiré”, para o LedForum 2024, e Sabesp/The Town 2025, ambas em parceria com o designer Theo Siqueira. Para o cinema, fez trilhas sonoras para os longas “A Mulher que Chora”, de George Walker (Grafo Audiovisual), “Horácio”, de Mathias Mangin (Igloo Filmes), com Zé Celso em seu último trabalho para o cinema, e para “Moacir III”, de Tomás Lipgot (Duermevela e Miração Filmes). Destacam-se também a trilha que apresentou ao vivo para o espetáculo de dança “Corpo em Risco”, dirigido pelo coreógrafo Rubens Oliveira e apresentado no Instituto Tomie Ohtake e a trilha do espetáculo teatral “¡Deprisa, Jinji!”, de Danilo Marques. Desde 2016, vem produzindo música dos mais variados estilos para os livros didáticos de artes da Editora do Brasil, no programa PNLD do Ministério da Educação. Em projetos autorais, seu estilo é marcado pela mistura de influências, o que pode ser notado especialmente em seu trabalho no duo PRISMAS.